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Por que o shopping reprova um projeto de quiosque? 15 erros que podem atrasar sua inauguração

Você encontrou o ponto, definiu a marca, começou o projeto e já está imaginando o quiosque funcionando.  Então chega a resposta do shopping: o projeto precisa de alterações.  Entender por que isso acontece antes de começar pode economizar revisões, retrabalho e, principalmente, tempo no caminho até a inauguração. Quem está montando o primeiro quiosque muitas vezes imagina que basta criar um projeto bonito, enviar ao shopping e aguardar a autorização. Na prática, existe uma diferença importante entre um projeto visualmente atraente e um projeto compatível com as exigências aplicáveis àquele ponto e àquela operação . Shopping centers podem possuir critérios técnicos próprios, e as exigências podem variar conforme empreendimento, localização do ponto, tipo de operação, instalações necessárias e escopo da intervenção. Por isso, a primeira regra é simples: não comece projetando apenas o que você gostaria de construir. Primeiro descubra o que poderá ser aprovado e executado naq...

Vai abrir um quiosque no fim do ano? Cuidado para não começar a pagar pelo ponto antes de o quiosque estar pronto

 Com a chegada do último quadrimestre, aumenta a importância de alinhar ponto comercial, projeto, aprovação, fabricação e montagem. Assumir compromissos com o shopping antes de verificar quem fará o projeto e quem terá disponibilidade para fabricar o quiosque pode transformar dias de atraso em dinheiro perdido.

Imagine esta situação.

Você está procurando um ponto para abrir seu primeiro quiosque.

Depois de algumas conversas, o shopping apresenta uma localização que parece excelente.

O fluxo parece interessante. O tamanho atende à operação. A negociação avança.

E surge aquela sensação:

“Se eu não fechar agora, outra pessoa pode pegar esse ponto.”

Você assina.

Comemora.

E somente no dia seguinte começa a procurar quem vai desenvolver o projeto do quiosque.

Depois procura quem vai fabricar.

É nesse momento que uma pergunta que deveria ter sido feita antes começa a preocupar:

“Será que conseguirei inaugurar na data que combinei com o shopping?”

No começo de setembro, essa pergunta ganha ainda mais importância.


1. Setembro muda o calendário de quem pretende inaugurar ainda este ano

Quem trabalha há anos com fabricação de lojas e quiosques conhece um movimento recorrente: conforme o último quadrimestre se aproxima, aumentam as consultas de empreendedores e marcas que pretendem colocar suas operações em funcionamento antes ou durante o período de vendas de fim de ano.

Essa percepção é baseada na experiência operacional do setor e não deve ser interpretada como uma estatística afirmando que todas as fábricas brasileiras ficam lotadas a partir de setembro.

Cada empresa possui carteira, capacidade produtiva e disponibilidade próprias.

Mas existe um fato objetivo que reforça a movimentação do setor no segundo semestre: a Abrasce mantém, para 2026, inaugurações de novos shopping centers previstas para setembro, outubro, novembro e dezembro, além de outros empreendimentos previstos para o ano. A própria entidade ressalva que as datas previstas podem sofrer alterações.

Confira as inaugurações previstas pela Abrasce para 2026

Para quem pretende inaugurar uma operação nos próximos meses, portanto, setembro não deveria ser apenas o mês de escolher o ponto.

Deveria ser também o momento de conferir a capacidade real de colocar o projeto em funcionamento no prazo pretendido.


2. Existem dois calendários — e eles precisam conversar

Esse é provavelmente o conceito mais importante desta matéria.

Quando o empreendedor negocia com o shopping, existe um calendário comercial.

Quando contrata projeto e fabricação, começa um calendário de implantação.

De forma simplificada, a jornada pode envolver:

PONTO COMERCIAL → PROJETO → ANÁLISE/APROVAÇÃO → FABRICAÇÃO → TRANSPORTE → MONTAGEM → VISTORIA/LIBERAÇÃO → INAUGURAÇÃO

Nem todos os projetos terão exatamente as mesmas etapas ou a mesma sequência.

Mas existe uma questão fundamental:

Assinar o ponto não significa que o quiosque esteja pronto para começar a vender.

É preciso fazer esses calendários se encontrarem.


3. O aluguel pode começar. As vendas, não.



Essa frase parece dura.

Mas representa um risco que todo empreendedor deveria avaliar antes de assumir um ponto comercial.

Dependendo das condições negociadas, podem existir datas para início de aluguel e outros encargos enquanto o empreendedor ainda está implantando sua operação.

E aqui precisamos fazer uma ressalva importante:

não existe uma regra que nos permita afirmar que todo shopping começará a cobrar aluguel imediatamente após a assinatura do contrato.

Nas relações entre lojistas e empreendedores de shopping center, o artigo 54 da Lei nº 8.245/1991 estabelece relevância às condições livremente pactuadas nos respectivos contratos de locação, dentro das disposições legais aplicáveis.

Consulte a Lei nº 8.245/1991 no Planalto

Portanto, a orientação correta é:

Antes de assinar, descubra exatamente quando começam as obrigações financeiras previstas no seu contrato.

Aluguel.

Condomínio.

Fundo de promoção, quando aplicável.

Outros encargos previstos.

Carência, se houver.

Datas.

Condições.

Não presuma.

Leia e pergunte.


4. O erro não está necessariamente em fechar o ponto

É importante deixar isso claro.

Não estamos recomendando que um empreendedor encontre uma excelente oportunidade e simplesmente deixe o ponto passar.

O alerta é outro.

Antes de assumir uma data de inauguração, descubra se o restante da operação consegue acompanhar essa data.

Você já definiu quem fará o projeto?

Esse profissional consegue começar imediatamente?

Já recebeu o manual técnico do shopping?

Sabe quais projetos serão solicitados?

Existe prazo para análise?

Quem fará eventuais correções?

A fábrica já analisou o projeto?

Ela possui disponibilidade para produzir?

Os materiais escolhidos estarão disponíveis?

Quem fará o transporte?

Quem realizará a montagem?

Existe janela de montagem definida pelo shopping?

Tudo isso interfere no calendário.


5. Projeto e fabricação não começam magicamente no dia da assinatura

Esse é outro ponto que muitas vezes é subestimado por quem está abrindo o primeiro quiosque.

O empreendedor pensa:

“Fechei o ponto. Agora é só mandar fabricar.”

Nem sempre.

Antes de fabricar, é preciso saber o que será fabricado.

Dimensões.

Layout.

Equipamentos.

Instalações.

Comunicação visual.

Materiais.

Acabamentos.

Necessidades operacionais.

Exigências do shopping.

Dependendo do empreendimento e do tipo de operação, podem existir projetos de diferentes disciplinas e processos específicos de análise.

Por isso, uma das primeiras perguntas ao shopping deveria ser:

“Vocês podem me fornecer o manual técnico e todas as orientações necessárias para implantação deste quiosque?”

Quanto antes essas informações chegarem aos profissionais envolvidos, melhor.


6. Aprovação também precisa entrar no cronograma

Existe uma diferença importante entre:

terminar o projeto

e

ter condições de executá-lo dentro das exigências do empreendimento.

Shopping centers podem possuir procedimentos próprios para apresentação de projetos, análise, documentação, execução e liberação das operações.

Portanto, ao construir o cronograma, não considere apenas:

“Quantos dias o arquiteto precisa para desenhar?”

Considere também a jornada posterior.

Se houver uma solicitação de adequação, alguém precisará realizá-la.

E isso consome tempo.


7. “A fábrica entrega em 45 dias” não significa necessariamente “vou inaugurar em 45 dias”

Essa diferença merece destaque.

Imagine que determinado fabricante informe um prazo de fabricação de 45 dias para determinado escopo e determinadas condições.

O empreendedor não deveria transformar automaticamente essa informação em:

“Assino hoje com o shopping e daqui a 45 dias estarei vendendo.”

São afirmações diferentes.

Antes ou paralelamente à fabricação podem existir definições comerciais e técnicas, desenvolvimento do projeto, aprovações, alterações solicitadas, escolha definitiva de materiais, documentação, programação da produção, logística, montagem e procedimentos de liberação.

Por isso, quando receber um prazo, faça outra pergunta:

“A partir de qual marco esses 45 dias começam a contar?”

Essa pergunta vale ouro.


8. A fábrica pode ser excelente — e simplesmente não ter mais agenda para a sua data

Existe uma situação que não significa falta de competência.

Muito pelo contrário.

Imagine procurar uma fábrica experiente no final do ano.

Você pesquisa.

Gosta dos trabalhos.

Visita a empresa.

Aprova o orçamento.

E diz:

“Preciso inaugurar em 30 dias.”

A resposta pode ser:

“Não conseguimos assumir esse prazo.”

Isso não transforma aquela empresa em uma fábrica ruim.

Pode significar simplesmente que sua capacidade produtiva para aquele período já está comprometida com contratos assinados anteriormente.

É justamente por isso que disponibilidade precisa ser consultada antes de o cronograma comercial estar comprometido.


9. Cuidado com quem aceita qualquer prazo apenas para fechar o contrato

Existe o outro lado.

O empreendedor está preocupado com a data.

Pergunta:

“Você consegue entregar?”

E recebe imediatamente:

“Consigo.”

Pergunte como.

Qual é o cronograma?

Quando o projeto entra?

Quando os materiais serão comprados?

Quando começa a fabricação?

Qual é a capacidade disponível?

Quando termina?

Quando será transportado?

Quando será montado?

Uma resposta profissional nem sempre será a resposta que o cliente gostaria de ouvir.

Às vezes, “não consigo entregar nessa data” é uma resposta mais responsável do que um “sim” sem planejamento.


10. Alta temporada não deveria ser desculpa para atraso

Esse ponto também precisa ficar muito claro.

Planejamento antecipado não significa aceitar qualquer justificativa posteriormente.

Se uma empresa assume contratualmente determinada obrigação e determinado cronograma, espera-se que organize sua capacidade para cumpri-los, ressalvadas as condições, alterações e situações previstas entre as partes.

O que estamos defendendo é justamente o contrário:

cliente e fornecedor precisam analisar a viabilidade antes de assumir compromissos incompatíveis.

O Sebrae destaca que o desempenho e os prazos dos fornecedores interferem diretamente na atividade da empresa e recomenda avaliar fornecedores considerando fatores como qualidade, condições e prazo de entrega.

Orientações do Sebrae sobre pesquisa e escolha de fornecedores


11. O custo de um quiosque atrasado não está apenas na fábrica

Agora chegamos ao impacto econômico.

Imagine que o quiosque ainda não esteja pronto, mas você já tenha começado a preparar toda a operação.

Pode haver:

estoque adquirido;

funcionários contratados ou selecionados;

sistema contratado;

campanha de inauguração;

marketing;

equipamentos;

deslocamentos;

treinamentos;

compromissos assumidos com fornecedores;

e, conforme o contrato, custos relacionados ao ponto.

O quiosque atrasado não significa apenas:

“Vou inaugurar alguns dias depois.”

Pode significar capital comprometido sem que a operação tenha começado a gerar receita.


12. Um exemplo simples mostra o tamanho do problema

Vamos usar um cenário puramente hipotético, sem afirmar que esses valores representem a média de qualquer shopping.

Imagine que uma operação tenha R$ 18 mil mensais em compromissos fixos e custos relacionados à implantação/operação durante determinado período.

Se a inauguração atrasar 15 dias, parte desses compromissos continuará existindo enquanto as vendas ainda não começaram.

O problema não é apenas o dinheiro que saiu.

Existe também o faturamento que o empreendedor esperava começar a gerar e não começou.

É por isso que prazo também é dinheiro.


13. A pior sequência é esta

1. Escolher o ponto.

2. Assinar.

3. Assumir uma data.

4. Só depois procurar um arquiteto.

5. Só depois procurar uma fábrica.

6. Descobrir que não há disponibilidade.

7. Tentar encontrar alguém que aceite o prazo a qualquer custo.

Nesse momento, a decisão deixa de ser:

“Qual fornecedor considero mais preparado?”

e passa a ser:

“Quem consegue me atender correndo?”

Isso muda completamente o poder de escolha do cliente.


14. A sequência mais segura é diferente

Quando a negociação com o shopping começar a ficar séria, comece simultaneamente a organizar a implantação.

Você não precisa necessariamente contratar tudo antes de negociar o ponto.

Mas precisa conhecer a viabilidade.

PONTO EM NEGOCIAÇÃO

Receber informações técnicas do shopping

Consultar profissional/projetista

Estimar cronograma de projeto e aprovação

Consultar fabricantes

Verificar disponibilidade produtiva

Planejar logística e montagem

Cruzar tudo com a data pretendida para inauguração

Tomar a decisão com muito mais informação

Essa é a diferença entre correr atrás do calendário e construir o calendário.




15. Quem fará o projeto?

Antes de assumir a data, tenha essa resposta.

Não precisa necessariamente ser a mesma empresa que fabricará o quiosque.

Existem diferentes modelos.

O cliente pode contratar projeto e fabricação separadamente.

Pode contratar uma empresa que coordene ambos.

Pode já possuir projeto desenvolvido por seu arquiteto ou pela franqueadora.

O importante é definir claramente:

quem projeta;

quem acompanha as solicitações de adequação;

quem compatibiliza as informações;

e em que momento o projeto estará apto a seguir para fabricação.


16. Quem fabricará?

Essa resposta é igualmente importante.

Não basta encontrar uma fábrica na internet.

Antes de comprometer a data, envie as informações disponíveis e pergunte:

“Vocês possuem capacidade para assumir este projeto e trabalhar com esta previsão de entrega?”

Quanto mais completo estiver o projeto, mais precisa tende a ser a avaliação.

E se o projeto ainda não estiver pronto, deixe isso claro.

Uma previsão baseada em um projeto inexistente naturalmente possui mais incertezas.


17. Projeto e fabricação podem ser contratados juntos?

Podem existir empresas que oferecem uma solução integrada, enquanto outras atuam apenas em determinadas etapas.

Não existe um único modelo correto para todos os casos.

A vantagem de uma coordenação integrada pode estar na redução de interfaces entre diferentes fornecedores.

A vantagem da contratação separada pode estar na liberdade de selecionar especialistas diferentes.

O fundamental é que as responsabilidades estejam claras.

Quando alguma coisa precisar mudar, o cliente precisa saber quem resolve.


18. Não esqueça dos materiais

No fim do ano, prazo não depende apenas de pessoas.

Depende também de materiais e fornecedores.

Um acabamento específico pode possuir determinado prazo.

Um equipamento pode não estar disponível imediatamente.

Uma comunicação visual especial pode exigir produção adicional.

Uma alteração de última hora pode afetar outras etapas.

O Sebrae ressalta justamente que prazos dos fornecedores afetam a atividade da empresa e devem fazer parte do planejamento.

Portanto, antes de escolher algo essencial ao projeto, vale perguntar:

“Esse material está disponível dentro do nosso cronograma?”


19. Transporte e montagem também ocupam calendário

O quiosque terminou na fábrica.

Ótimo.

Mas ele ainda não está inaugurado.

Precisa ser preparado para transporte.

Carregado.

Transportado.

Recebido.

Descarregado.

Levado ao local de implantação.

Montado.

Testado.

Finalizado.

E tudo isso precisa respeitar os procedimentos do empreendimento.

Por isso, o cronograma não deveria terminar em:

“fabricação concluída”.

Deveria terminar em:

“operação em condições de inaugurar”.


20. Novembro não pode ser planejado como se fosse março

Essa é uma regra de prudência, não uma estatística universal.

Quanto mais próximo o empreendedor estiver da data desejada de inauguração, menor será a margem para absorver alterações e imprevistos.

Uma modificação que seria facilmente administrada com meses de antecedência pode se tornar crítica quando faltam poucos dias.

Por isso, quem pretende inaugurar no fim do ano precisa trabalhar com margem.

Não apenas com a melhor hipótese.


21. “Mas o shopping está pressionando para eu decidir”

Isso pode acontecer.

Um bom ponto comercial possui valor e pode existir outro interessado.

Nesse caso, a solução não é ignorar a oportunidade.

É acelerar também a verificação da implantação.

Enquanto negocia comercialmente, envie imediatamente as informações para o projetista.

Consulte a fábrica.

Peça o manual técnico.

Pergunte sobre a data pretendida.

Analise o contrato.

Descubra quando começam os encargos.

Transforme a urgência em velocidade de análise, não em decisão sem informação.


22. Antes de assinar com o shopping, faça estas perguntas

Salve esta lista:

1. Qual é a data prevista para entrega/disponibilização do ponto?

2. Qual é a data esperada para inauguração?

3. Quando começam as cobranças previstas no contrato?

4. Existe período de carência? Quais são exatamente as condições?

5. Quais documentos e projetos precisam ser apresentados?

6. Qual é o procedimento de análise e aprovação?

7. Existe manual técnico para implantação?

8. Quais são as regras para carga, descarga e montagem?

9. Existe procedimento de vistoria ou liberação antes da inauguração?

10. Quem será meu contato no shopping durante a implantação?

As respostas devem ser conferidas com os documentos e contratos aplicáveis ao caso.


23. E faça estas perguntas à fábrica

1. Vocês conseguem analisar meu projeto antes de eu assumir a data?

2. Existe disponibilidade produtiva para o período pretendido?

3. Quando o prazo começa efetivamente a contar?

4. O que precisa estar aprovado para iniciar a fabricação?

5. Quais materiais podem afetar o prazo?

6. O transporte está incluído?

7. A montagem está incluída?

8. Quem coordena a entrada no shopping?

9. Quanto tempo é necessário para montagem e finalização?

10. Quais situações podem alterar o cronograma?

Uma fábrica séria deveria preferir discutir essas questões antes de assinar.


24. Se pretende inaugurar ainda em 2026, a pergunta agora é disponibilidade

Estamos em setembro.

Se você pretende colocar uma operação em funcionamento ainda neste ano, não pergunte somente:

“Quanto custa fabricar meu quiosque?”

Pergunte também:

“Existe disponibilidade para o meu projeto dentro do período que preciso?”

Preço e prazo precisam ser analisados juntos.

Não adianta encontrar o fornecedor perfeito para um orçamento que não consegue atender à data necessária.

Da mesma forma, não é prudente escolher qualquer fornecedor apenas porque promete atender à data.

Capacidade + qualidade + prazo + preço + segurança precisam fazer sentido em conjunto.


25. Um ponto vazio custa dinheiro

Esse é o alerta que queremos deixar.

O empreendedor normalmente se preocupa muito com o preço do quiosque.

E deve se preocupar.

Mas às vezes esquece de calcular o custo do tempo.

Um ponto comercial que ainda não consegue operar pode representar compromissos financeiros sem faturamento correspondente, conforme as condições de cada negócio e contrato.

Um funcionário esperando a abertura custa.

Estoque parado custa.

Campanha remarcada custa.

Retrabalho custa.

Urgência custa.

E perder dias importantes de vendas também pode custar.

Por isso:

Não negocie apenas o preço da implantação. Planeje o tempo da implantação.


26. O melhor cenário é quando os dois calendários se encontram

De um lado:

SHOPPING

Ponto → negociação → contrato → disponibilização → procedimentos de implantação.

Do outro:

IMPLANTAÇÃO

Projeto → aprovação → fabricação → transporte → montagem → liberação.

No meio:

INAUGURAÇÃO

É isso que precisa ser planejado.

Um ponto vazio custa dinheiro.

Um quiosque pronto sem um ponto preparado também não resolve.

O planejamento correto é fazer os dois calendários se encontrarem.




ALERTA DE SETEMBRO: checklist para quem pretende inaugurar ainda em 2026

Antes de assumir uma data, confirme:

☐ O ponto está definido ou em negociação avançada.

☐ Recebi as informações técnicas do shopping.

☐ Sei quem desenvolverá o projeto.

☐ Consultei a disponibilidade desse profissional/equipe.

☐ Conheço o procedimento de análise do shopping.

☐ Sei quem fará eventuais adequações.

☐ Já consultei fabricantes.

☐ A fábrica confirmou capacidade para o período pretendido.

☐ Entendi quando começa a contagem do prazo de fabricação.

☐ Os principais materiais são compatíveis com o cronograma.

☐ Transporte foi planejado.

☐ Montagem foi planejada.

☐ Conheço os procedimentos de acesso ao shopping.

☐ Entendi eventuais procedimentos de vistoria/liberação.

☐ Li as condições financeiras do contrato do ponto.

☐ Sei exatamente quando começam as cobranças previstas.

☐ Existe margem para alterações e imprevistos.

Se várias dessas respostas ainda forem “não sei”, provavelmente existem informações importantes a levantar antes de assumir uma data rígida de inauguração.


Perguntas frequentes

É melhor contratar a fábrica antes de fechar o ponto no shopping?

Não existe uma regra única. O mais importante é que as decisões sejam coordenadas. Antes de assumir datas e compromissos relevantes com o ponto, é prudente verificar quem fará o projeto, quais são as exigências do shopping e se existe capacidade de fabricação e montagem no período desejado.

Todo shopping começa a cobrar aluguel quando o contrato é assinado?

Não podemos generalizar. As condições econômicas, datas, carências e encargos devem ser verificadas no contrato específico. A Lei de Locações estabelece tratamento próprio às relações entre lojistas e empreendedores de shopping center e reconhece relevância às condições pactuadas nos contratos.

Setembro é realmente alta temporada para fábricas de quiosques?

Na experiência operacional do setor, o último quadrimestre exige atenção especial devido a operações que buscam inauguração no período de fim de ano. Porém, não encontramos uma estatística nacional confiável que demonstre que todas as fábricas de quiosques ficam lotadas a partir de setembro. Por isso, disponibilidade deve ser consultada individualmente com cada fornecedor.

Quanto tempo antes devo procurar uma fábrica?

Quanto antes houver informações suficientes sobre o ponto e o projeto, melhor será a capacidade de planejar. Não existe antecedência universal: complexidade, projeto, aprovação, materiais, capacidade da fábrica, distância, transporte e montagem interferem no cronograma.

Posso assinar com o shopping antes de o projeto estar aprovado?

Isso depende da negociação e das condições específicas do empreendimento. O ponto desta matéria não é estabelecer uma proibição, mas alertar para que o empreendedor conheça os riscos, datas, responsabilidades e cronograma de implantação antes de assumir compromissos incompatíveis entre si.

O prazo de fabricação inclui aprovação do shopping?

Não necessariamente. Isso precisa ser perguntado ao fornecedor. Um prazo comercial pode começar somente depois de determinadas aprovações, definições ou pagamentos. Pergunte sempre qual é o marco inicial da contagem do prazo.


A mensagem para quem está abrindo seu primeiro quiosque

Encontrar um bom ponto é importante.

Negociar um bom contrato é importante.

Escolher um bom projeto é importante.

Contratar uma fábrica confiável é importante.

Mas existe algo que conecta todas essas decisões:

TEMPO.

Não espere assinar o ponto para descobrir que o profissional que você queria não possui agenda.

Não espere aprovar o projeto para descobrir que a fábrica escolhida não consegue atender à data.

Não espere terminar a fabricação para começar a pensar na montagem.

E principalmente:

não assuma que a data desejada de inauguração é automaticamente uma data possível.

Confirme.

Planeje.

Cruze os calendários.

E somente então transforme uma previsão em compromisso.

O aluguel pode começar. As vendas, não.

Antes de assumir o calendário do ponto, planeje o calendário que colocará sua operação para funcionar.


Fontes e metodologia

Esta matéria combina experiência prática do setor de projetos e fabricação de quiosques com informações públicas. A percepção de aumento da pressão de agenda no último quadrimestre é apresentada como experiência operacional, e não como estatística nacional.

A Abrasce registra atualmente inaugurações de novos shopping centers previstas para setembro, outubro, novembro e dezembro de 2026, ressalvando que as datas podem mudar.

O Sebrae destaca a importância de avaliar fornecedores considerando, entre outros aspectos, qualidade e prazo de entrega e observa que o desempenho do fornecedor interfere diretamente na atividade da empresa.

Para as questões contratuais, utilizamos como referência a Lei nº 8.245/1991, especialmente seu artigo 54, sem presumir condições específicas de nenhum contrato de shopping center.

Este conteúdo é informativo. Condições de locação, carências, encargos, responsabilidades e exigências técnicas devem ser verificadas nos contratos e documentos específicos de cada empreendimento e, quando necessário, com profissionais habilitados.

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