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Bob’s e Sucrilhos: inovação que movimenta lojas e quiosques de shopping
Nova parceria transforma uma combinação conhecida em experiência de consumo e traz lições para quem administra uma loja, franquia ou quiosque de shopping
Milk Shake Sucrilhos® Kelloggs®, novidade anunciada pelo Bob’s. Imagem: divulgação/Bob’s.
A referência oficial do produto também pode ficar vinculada ao site oficial do Bob's.
Uma das maiores redes de fast food do Brasil acaba de transformar uma combinação conhecida por gerações de consumidores em uma nova experiência de consumo.
Bob’s e Sucrilhos se uniram para lançar o Milk Shake de Sucrilhos, combinando a base gelada de baunilha do Bob’s com os tradicionais flocos de milho, utilizados tanto na mistura quanto na finalização da bebida.
O lançamento está disponível nos pontos de venda da rede pelo país por tempo limitado. Segundo informações divulgadas sobre a parceria, o Bob’s possui atualmente mais de 1.000 pontos de venda distribuídos pelas regiões brasileiras.
Mas, para quem acompanha o varejo, existe uma história ainda mais interessante por trás desse milk-shake.
A parceria ajuda a entender como inovação, memória afetiva, collabs entre marcas e novidades no ponto de venda podem ser utilizadas para movimentar lojas e quiosques de shopping.
E algumas dessas estratégias podem ser aplicadas em escalas muito menores.
O que Bob’s e Sucrilhos fizeram?
A ideia parte de algo extremamente simples.
Sucrilhos + leite.
Em vez de tentar criar uma combinação completamente desconhecida, as empresas partiram de um hábito familiar ao consumidor e o transportaram para outra ocasião de consumo.
No novo produto, os flocos são combinados ao mix de baunilha do Bob’s e aparecem novamente na finalização para reforçar a crocância.
A proposta, segundo os representantes das marcas ouvidos na divulgação do lançamento, é justamente apresentar algo familiar de uma maneira diferente e levar Sucrilhos para além de sua categoria tradicional.
É uma ideia aparentemente simples.
Mas existe uma importante lição de varejo aqui:
inovar nem sempre significa inventar algo que ninguém conhece.
Às vezes significa apresentar de maneira nova algo que o consumidor já conhece — e gosta.
1. Duas marcas podem criar uma terceira experiência
Uma boa collab não significa apenas colocar dois logotipos juntos.
Ela precisa produzir alguma coisa que faça sentido para o consumidor.
Neste caso, temos de um lado uma marca fortemente associada a cereais e, do outro, uma rede nacional conhecida por seus milk-shakes e pelo fast food.
Separadamente, cada uma já possui seu público.
Quando se encontram, criam uma experiência diferente.
É uma estratégia interessante porque uma marca passa a participar de um momento de consumo relacionado à outra.
Para o varejo, essa lógica pode ser muito poderosa.
2. O que uma pequena loja de shopping pode aprender com isso?
Evidentemente, uma pequena loja de shopping não possui a estrutura de marketing de grandes empresas.
Mas isso não significa que o conceito de parceria esteja restrito às grandes marcas.
Imagine uma loja de moda trabalhando uma ação com uma marca local de acessórios.
Uma cafeteria pode desenvolver um produto especial em parceria com uma confeitaria.
Uma loja de cosméticos pode realizar uma ação com profissionais de beleza.
Uma operação infantil pode criar uma campanha conjunta com outra empresa que converse com pais e crianças.
Um quiosque de presentes pode trabalhar com artistas ou produtores locais em uma coleção limitada.
A escala muda.
O princípio permanece.
As duas partes precisam possuir públicos ou propostas que façam sentido quando aproximados.
3. Uma novidade cria uma razão para o consumidor voltar
Esse ponto é particularmente importante para quem possui uma loja ou quiosque em shopping.
Imagine uma pessoa que passa pelo mesmo corredor várias vezes por mês.
Ela conhece sua loja.
Conhece sua fachada.
Conhece seu produto.
Conhece sua vitrine.
Se absolutamente nada muda durante meses, existe menos motivo para aquela operação despertar novamente sua curiosidade.
Agora imagine que, em determinado momento, aparece:
“EDIÇÃO LIMITADA”
ou:
“NOVA COLEÇÃO”
ou:
“EXCLUSIVO POR TEMPO LIMITADO”
ou:
“NOVA PARCERIA”
Existe algo novo para descobrir.
O lançamento de Bob’s e Sucrilhos utiliza justamente a lógica da disponibilidade temporária: o produto foi anunciado por tempo limitado.
Isso adiciona novidade ao ponto de venda sem exigir a criação de uma nova loja.
4. O quiosque não precisa mudar. A experiência pode mudar.
Essa é uma lição especialmente interessante para nosso mercado.
Quando falamos sobre projeto de loja para shopping ou projeto de quiosque para shopping, estamos falando de estruturas que precisam durar.
Não faria sentido reformar fisicamente uma operação a cada nova campanha.
Mas o ambiente comercial pode continuar mudando.
Podem mudar:
- produtos em destaque;
- comunicação;
- displays;
- campanhas;
- cardápio;
- vitrines;
- iluminação promocional;
- lançamentos;
- ativações;
- experiências.
O projeto físico cria a base.
A estratégia comercial mantém essa base viva.
5. Produto por tempo limitado é também comunicação
Existe uma diferença importante entre simplesmente adicionar mais um item ao cardápio e transformar aquele item em acontecimento.
Quando uma empresa apresenta algo como uma edição ou experiência temporária, existe um componente de urgência:
“Se eu quiser experimentar, existe um período para isso.”
Isso pode gerar conversa.
Pode produzir conteúdo para redes sociais.
Pode gerar fotografias.
Pode criar curiosidade.
Pode levar antigos consumidores novamente ao ponto de venda.
E pode fazer uma pessoa entrar em uma loja de shopping ou quiosque por causa daquele produto específico e acabar conhecendo outros produtos da operação.
6. O ponto físico funciona como mídia
Esse é um conceito que pequenos varejistas deveriam observar mais.
Uma loja para shopping não é apenas o lugar onde ocorre a transação.
Ela também comunica.
A fachada comunica.
A vitrine comunica.
A iluminação comunica.
A exposição comunica.
O cardápio comunica.
O uniforme comunica.
As embalagens comunicam.
O próprio quiosque comunica.
Quando uma campanha nova chega ao ponto de venda, aquele espaço passa a funcionar também como mídia física da marca.
E em um shopping center isso ganha uma característica particular: milhares de pessoas podem passar diante daquela comunicação durante o período da campanha, mesmo sem entrar na operação.
7. Quiosques têm uma vantagem interessante: visibilidade
Uma loja tradicional normalmente possui uma fachada principal.
Já um quiosque para shopping, dependendo de sua localização e projeto, pode ser percebido por consumidores que chegam de diferentes direções.
Essa exposição pode ser muito interessante para lançamentos.
Mas existe uma condição:
o consumidor precisa entender rapidamente o que está acontecendo.
Um quiosque não pode depender de uma longa explicação para comunicar uma novidade.
Produto, preço, benefício e mensagem precisam ser compreendidos rapidamente.
Por isso o projeto e a comunicação visual precisam trabalhar juntos.
8. Collab não é novidade na estratégia do Bob’s
Quando observamos outros lançamentos da rede, percebemos que a utilização de marcas conhecidas em sobremesas não aparece como uma ação completamente isolada.
O Bob’s já realizou, por exemplo, uma parceria com a 7Belo, da Arcor, transformando o conhecido sabor da bala em calda para uma linha de sobremesas que incluiu Milk Shake, Big Cascão e Bob’s Max. A própria rede informou que os produtos seriam comercializados nacionalmente por tempo limitado.
A rede também já trabalhou sobremesas em parceria com Negresco e Leite Moça.
E seu histórico inclui outras combinações de marcas e produtos.
Isso mostra que a collab pode deixar de ser apenas uma ação isolada e se transformar em ferramenta recorrente de inovação de portfólio e comunicação.
9. E o pequeno empreendedor não precisa necessariamente procurar uma grande marca
Esse talvez seja um dos pontos mais úteis desta análise.
Ao ouvir a palavra “collab”, muita gente imediatamente pensa:
“Minha empresa é pequena. Isso não serve para mim.”
Não necessariamente.
Uma parceria pode ser local.
Uma cafeteria dentro de um shopping pode convidar uma confeitaria conhecida na cidade para desenvolver uma sobremesa.
Uma loja de roupas pode trabalhar com uma designer local.
Uma operação de doces pode criar algo com uma pequena marca artesanal.
Uma loja de acessórios pode convidar um criador para desenvolver uma coleção.
O tamanho das empresas não é o ponto principal.
A pergunta é:
os públicos fazem sentido juntos?
10. A parceria precisa fazer sentido para a marca
Também existe um cuidado.
Nem toda collab é boa simplesmente porque reúne duas empresas conhecidas.
Uma parceria mal escolhida pode confundir o posicionamento.
Antes de criar algo em conjunto, vale perguntar:
O público das duas empresas possui alguma afinidade?
O produto criado é coerente?
Existe alguma história para contar?
A parceria acrescenta alguma coisa para o consumidor?
O lançamento combina com o posicionamento das marcas?
No caso Bob’s + Sucrilhos, existe uma ponte bastante fácil de compreender:
leite + cereal → sobremesa gelada + crocância.
O consumidor não precisa de uma longa explicação para entender a proposta.
11. Uma loja de shopping precisa dar motivos para o cliente voltar
Essa talvez seja a maior reflexão desta matéria.
O empreendedor costuma dedicar enorme energia à inauguração.
Projeto.
Obra.
Fabricação.
Comunicação visual.
Estoque.
Funcionários.
Treinamento.
Inauguração.
E depois?
A operação não pode viver eternamente do impacto da inauguração.
É preciso criar novos motivos para visita.
Uma loja de shopping pode trabalhar isso com coleções.
Uma cafeteria pode trabalhar com sabores sazonais.
Um quiosque de cosméticos pode trabalhar lançamentos e demonstrações.
Uma operação de alimentação pode criar produtos especiais.
Uma loja de acessórios pode trabalhar coleções temporárias.
O consumidor precisa perceber movimento.
12. Projeto de loja e estratégia comercial precisam conversar
Existe também uma lição para quem ainda está planejando abrir uma operação.
Um bom projeto de loja para shopping não deveria pensar somente no primeiro dia de funcionamento.
Ele deveria permitir que a operação evolua.
Onde entra a comunicação das campanhas?
Onde serão apresentados os lançamentos?
Existe espaço para alterar displays?
O cardápio pode ser atualizado facilmente?
A iluminação valoriza os produtos?
Existe flexibilidade de exposição?
No caso de um quiosque, isso é ainda mais importante porque existe menos área disponível.
Cada centímetro precisa ter função.
13. Alimentação exige ainda mais planejamento
O lançamento também nos permite tocar em outro assunto importante.
Um quiosque de alimentação em shopping possui necessidades diferentes de uma operação de acessórios, moda ou cosméticos.
Dependendo do produto, pode exigir:
- refrigeração;
- maior capacidade elétrica;
- equipamentos específicos;
- superfícies adequadas;
- água;
- hidráulica;
- armazenamento;
- áreas de preparação;
- vitrines;
- espaço para insumos.
Por isso não basta olhar para um quiosque bonito na internet e pedir:
“Quero um igual.”
Primeiro precisamos entender a operação.
Depois desenvolvemos o espaço.
14. O ponto de venda precisa estar preparado para receber novidades
Imagine uma operação que deseja lançar um novo produto, mas descobre que não possui tomada suficiente para o equipamento necessário.
Ou que não existe espaço de armazenamento.
Ou que a bancada não comporta a operação.
Ou que não existe área para comunicação promocional.
São problemas que poderiam ter sido considerados no projeto.
É por isso que sempre defendemos uma ideia:
um bom projeto não deve pensar apenas no móvel. Precisa pensar no negócio funcionando dentro dele.
15. Bob’s + Sucrilhos deixa uma lição maior para o varejo
O lançamento é um milk-shake.
Mas a estratégia por trás dele pode ser observada por empresas de vários tamanhos.
Temos:
MARCA CONHECIDA
PRODUTO CONHECIDO
NOVA COMBINAÇÃO
EDIÇÃO TEMPORÁRIA
COMUNICAÇÃO
EXPERIÊNCIA NO PONTO DE VENDA
=
UM NOVO MOTIVO PARA O CONSUMIDOR VISITAR A OPERAÇÃO.
Essa lógica pode ser adaptada.
Não precisa ser um milk-shake.
Não precisa ser alimentação.
E não precisa envolver duas empresas gigantes.
O que sua loja ou quiosque oferece de novo para quem já conhece sua marca?
Essa é a pergunta que fica.
Abrir uma loja ou quiosque de shopping é apenas o começo.
Depois da inauguração, começa outro desafio:
continuar relevante.
Novos produtos, campanhas, experiências, parcerias e maneiras diferentes de apresentar aquilo que a empresa já faz podem ajudar a manter o interesse do consumidor.
O exemplo de Bob’s e Sucrilhos mostra justamente isso.
Às vezes, inovação não significa abandonar aquilo que já funciona.
Significa encontrar uma nova maneira de fazer o consumidor olhar novamente para aquilo que ele já conhece.
Vai abrir uma loja ou quiosque em shopping?
Antes de pensar apenas na aparência, pense na operação.
O projeto precisa considerar produto, equipamentos, exposição, estoque, atendimento, comunicação, infraestrutura e as futuras necessidades do negócio.
Para quem está começando esse planejamento, preparamos também um guia completo sobre como montar um quiosque de shopping, desde a ideia e escolha do ponto até projeto, aprovação, fabricação e montagem.
Perguntas frequentes
Uma collab pode funcionar para uma pequena loja de shopping?
Sim. A parceria não precisa envolver grandes empresas. Negócios locais com públicos complementares podem desenvolver produtos, campanhas ou experiências conjuntas.
Por que produtos por tempo limitado atraem atenção?
Porque introduzem novidade e podem criar um período específico para experimentação. O resultado dependerá da oferta, público, preço, divulgação e execução da campanha.
Um quiosque de shopping pode trabalhar lançamentos frequentes?
Sim. O projeto físico não precisa mudar. Produtos, displays, cardápios e comunicação podem ser atualizados para destacar novidades.
Projeto de quiosque de alimentação é diferente?
Normalmente, sim. Equipamentos, elétrica, refrigeração, armazenamento e eventualmente hidráulica fazem com que a operação exija planejamento técnico específico.
Uma loja de shopping precisa renovar a vitrine?
A frequência depende da operação, mas manter produtos, campanhas e comunicação atualizados ajuda a apresentar novidades aos consumidores recorrentes.
Fonte da notícia
Esta análise editorial foi produzida a partir da divulgação sobre a parceria entre Bob’s e Sucrilhos publicada pelo portal AL1 e de informações disponíveis nos canais oficiais do Bob’s. O lançamento do Milk Shake Sucrilhos também aparece atualmente na área de novidades da rede.
Leia a notícia original no AL1
Conheça as novidades oficiais do Bob’s
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